terça-feira, 3 de abril de 2012

O Papel da Literatura Infantil na Construção de Identidades da Criança Negra.


O Papel da Literatura Infantil na Construção de
Identidades da Criança Negra.

Sinara Rúbia Ferreira

Esse trabalho procurará entender o tipo de influencia que a literatura infantil tem na construção de identidades da criança negra brasileira. O tema proposto tem por objetivo analisar até que ponto a presença hegemônica de personagens do biótipo europeu na literatura infantil têm influenciado a construção de identidades das  mencionadas crianças.  Para a análise foram escolhidos textos que abarcam as principais categorias que envolvem o estudo, a saber: literatura infantil, identidades, conceitos de ideologia, história do negro no Brasil e racismo. O segundo movimento diz respeito à análise do teor do discurso das entrevistas com meninas negras entre cinco e doze anos, que cursavam as séries do primeiro segmento do ensino fundamental, onde, acreditavamos  que  a literatura infantil fosse melhor trabalhada.
Desejamos que o tema a ser discutido possa contribuir para uma conscientização social a respeito do que a questão significa para a formação de identidades da criança negra. Acreditamos ser de extrema importância uma literatura que valorize a diversidade cultural voltada para crianças e adolescentes, com o objetivo de influenciar a construção de suas identidades sócio-culturais.

Leiam artigo completo

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Por que precisamos falar de racismo no Brasil?

O vídeo abaixo é uma pequena prévia para a reflexão em torno do debate e ação contra o mal racial no Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=a2IcvBTl_hA

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mitologia e História Contadas pela História Brasileira

Ouçam a Força dos Orixás

http://orixas.hotglue.me/

Esta série de 12 programas de rádio busca desvelar o universo das crenças, mitos e conceitos das religiões brasileiras de matriz africana ao mesmo tempo em que as relaciona com a diversidade da música brasileira. Através de lendas, relatos, toques e cantigas, o entedimento de mundo contido na religiosidade afro-brasileira apresenta-se como um conhecimento oral e colaborativo, construído por sucessivas gerações e por uma diversidade de vozes e influências. O rádio é, portanto, um meio ideal para que esta oralidade se multiplique. A música, elemento fundamental, seja nos rituais por sua dimensão sagrada, ou como síntese das influências culturais no cancioneiro popular, é o elemento que une as práticas religiosas ao cotidiano, contextualizando para os ouvintes versos tão conhecidos e servindo de ponte para um entendimento maior da influência da cultura africana no Brasil. Cada episódio é focado em um orixá específico, suas especificidades, histórias e mitos, que se desdobram em questões fundamentais para esta cultura. Seria impossível que esta série buscasse dar conta da imensa diversidade contida nos universos de matriz africana, de suas diferentes nações, de suas diferentes influências regionais que no Brasil enriqueceram-se umas as outras. Por isso, cada programa se propõe a oferecer um despretensioso retrato sonoro dessas imponentes personagens já tão enraizadas na cultura e na música brasileira.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

DE VOLTA AOS TRABALHOS!!




A Contação de Historia da Princesa Alafia, em Arraial do Cabo teve a participação especial de Julio Braga e Nelson Almeida!



domingo, 17 de abril de 2011


Manifesto

Oh!
Meus belos e curtos cabelos crespos
e meus olhos negros como insurrectas
grandes luas de pasmo na noite mais bela
das mais belas noites inesquecíveis das terras do Zambeze.
Como pássaros desconfiados
incorruptos voando com estrelas nas asas meus olhos
enormes de pesadelos e fantasmas estranhos motorizados
e minhas maravilhosas mãos escuras raízes do cosmos
nostálgicas de novos ritos de iniciação
duras da velha rota das canoas das tribos
e belas como carvões de micaia
na noite das quizumbas
E minha boca de lábios túmidos
cheios da bela viribilidade ímpia de negro
mordendo a nudez lúbrica de um pão
ao som da orgia dos insectos urbanos
apodrecendo na manhã nova
cantando a cega-rega inútil das cigarras obesas.
Oh! e meus dentes brancos de marfim espoliado
puros brilhando na minha negra reincarnada face altiva!
e no ventre maternal dos campos da nossa indisfrutada colheita
de milho
o cálido encantamento selvagem da minha pele tropical.
Ah! E meu
corpo flexível como o relâmpago fatal da flecha de caça
e meus ombros lisos de negro da Guiné
e meus músculos tensos e brunidos ao sol das colheitas e da carga
na capulana austral de um céu intangível
os búzios de gente soprando os velhos sons cabalísticos de África.
Ah!
o fogo
a lua
o suor amadurecendo os milhos
a irmã água dos nossos rios moçambicanos
e a púrpura do nascente no gume azul dos seios das montanhas
Ah, Mãe África no meu rosto escuro de diamante
de belas e largas narinas másculas
frementes haurindo o odor florestal
e as tatuadas bailarinas macondes
nuas
na bárbara maravilha eurítmica
das sensuais ancas puras
e no bater uníssono dos mil pés descalços.
Oh! e meu peito da tonalidade mais bela do breu
e no embondeiro da nossa inaudita esperança gravado
o totem mais invencível tótem
e minha voz estentória de homem do Tanganhica
do Congo, Angola, Moçambique e Senegal.
Ah! Outra vez eu chefe zulo
eu azagaia banto
eu lançador de malefícios contra as insaciáveis
pragas de gafanhotos invasores
Eu tambor
Eu suruma
Eu negro suaíli
Eu Tchaca
Eu Mahazul e Dingana
Eu Zichacha na confidência dos ossinhos mágicos do Tintholo
Eu insubordinada árvore da Munhuana
Eu tocador de presságios nas teclas das timbila chopes
Eu caçador de leopardos traiçoeiros
Eu xiguilo no batuque
E nas fronteiras de águas do Rovuna ao Incomáti
Eu-cidadão dos espíritos das luas
carregadas de anátemas de Moçambique.

CRAVEIRINHA

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MULHER NEGRA

Mulher Negra
Quando Deus fez vocêcaprichou em tua cordas estrelas te deu o brilhoda luz da lua, fez o teu sorrisoe te temperou com muito amor O seu gingado veio das ondassua força vem direto da terrase és divina quando amaés valente quando em guerra Quando Deus fez vocênão poupou em inteligenciate fez meiga, te fez fortete deu muita resistenciamas também te fez vaidosaNegra linda e orgulhosa. Quando Deus fez vocête deu um grande coraçãote fez negra mulherpilar principal da familiae até de uma naçãote encheu de muito axérecipiente de muita fé Quando Deus fez vocête fez mãe, amante e amigate deu toques de magiao dom de sempre lutarte deu sonhos pra sonhare deu de presente para nos homensuma maravilhosa mulher para amar ... Gilson Costa