domingo, 12 de fevereiro de 2012
DE VOLTA AOS TRABALHOS!!
domingo, 17 de abril de 2011
Manifesto
Oh!
Meus belos e curtos cabelos crespos
e meus olhos negros como insurrectas
grandes luas de pasmo na noite mais bela
das mais belas noites inesquecíveis das terras do Zambeze.
Como pássaros desconfiados
incorruptos voando com estrelas nas asas meus olhos
enormes de pesadelos e fantasmas estranhos motorizados
e minhas maravilhosas mãos escuras raízes do cosmos
nostálgicas de novos ritos de iniciação
duras da velha rota das canoas das tribos
e belas como carvões de micaia
na noite das quizumbas
E minha boca de lábios túmidos
cheios da bela viribilidade ímpia de negro
mordendo a nudez lúbrica de um pão
ao som da orgia dos insectos urbanos
apodrecendo na manhã nova
cantando a cega-rega inútil das cigarras obesas.
Oh! e meus dentes brancos de marfim espoliado
puros brilhando na minha negra reincarnada face altiva!
e no ventre maternal dos campos da nossa indisfrutada colheita
de milho
o cálido encantamento selvagem da minha pele tropical.
Ah! E meu
corpo flexível como o relâmpago fatal da flecha de caça
e meus ombros lisos de negro da Guiné
e meus músculos tensos e brunidos ao sol das colheitas e da carga
na capulana austral de um céu intangível
os búzios de gente soprando os velhos sons cabalísticos de África.
Ah!
o fogo
a lua
o suor amadurecendo os milhos
a irmã água dos nossos rios moçambicanos
e a púrpura do nascente no gume azul dos seios das montanhas
Ah, Mãe África no meu rosto escuro de diamante
de belas e largas narinas másculas
frementes haurindo o odor florestal
e as tatuadas bailarinas macondes
nuas
na bárbara maravilha eurítmica
das sensuais ancas puras
e no bater uníssono dos mil pés descalços.
Oh! e meu peito da tonalidade mais bela do breu
e no embondeiro da nossa inaudita esperança gravado
o totem mais invencível tótem
e minha voz estentória de homem do Tanganhica
do Congo, Angola, Moçambique e Senegal.
Ah! Outra vez eu chefe zulo
eu azagaia banto
eu lançador de malefícios contra as insaciáveis
pragas de gafanhotos invasores
Eu tambor
Eu suruma
Eu negro suaíli
Eu Tchaca
Eu Mahazul e Dingana
Eu Zichacha na confidência dos ossinhos mágicos do Tintholo
Eu insubordinada árvore da Munhuana
Eu tocador de presságios nas teclas das timbila chopes
Eu caçador de leopardos traiçoeiros
Eu xiguilo no batuque
E nas fronteiras de águas do Rovuna ao Incomáti
Eu-cidadão dos espíritos das luas
carregadas de anátemas de Moçambique.
CRAVEIRINHA
quinta-feira, 7 de abril de 2011
MULHER NEGRA
Mulher Negra
Quando Deus fez vocêcaprichou em tua cordas estrelas te deu o brilhoda luz da lua, fez o teu sorrisoe te temperou com muito amor O seu gingado veio das ondassua força vem direto da terrase és divina quando amaés valente quando em guerra Quando Deus fez vocênão poupou em inteligenciate fez meiga, te fez fortete deu muita resistenciamas também te fez vaidosaNegra linda e orgulhosa. Quando Deus fez vocête deu um grande coraçãote fez negra mulherpilar principal da familiae até de uma naçãote encheu de muito axérecipiente de muita fé Quando Deus fez vocête fez mãe, amante e amigate deu toques de magiao dom de sempre lutarte deu sonhos pra sonhare deu de presente para nos homensuma maravilhosa mulher para amar ... Gilson Costa
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Encontro de Mulheres no Centro de Referência das Mulheres da Maré - CRMM/UFRJ
No dia 25 de Julho, Dia da Mulher Negra da América e do Caribe, o CRMM desenvolveu uma série de atividades para reflexão acerca das questões étnico-raciais que permeiam a vida das mulheres negras. Uma das atividades realizadas foi Contação de Histórias pelo Grupo Karingana Ua Karingana, representado por Silvia Carvalho, e pelo Grupo Cultural Vozes da África, representado por Sinara Rubia.
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Foto - Sinara Rúbia
terça-feira, 23 de setembro de 2008
FÓRUM DE MULHERES NEGRAS DE PETRÒPOLIS
Em 20 de setembro de 2008 realizou-se o 1° Seminário do Forum de Mulheres Negras de Petrópolis na UCP.
Às 9 horas, o Seminário teve abertura com a contação performática de história da Princesa Alafiá. Logo após, formou-se uma mesa para discutir os seguintes temas: Cultura, Educação, Trabalho, Saúde, Formação Política e Religiosidade. À mesa representantes de diversos setores: Sinara Rúbia do Grupo Cultural Vozes da África, Adriana Souza professora, Abigail Alves Páscoa de Souza militante militante.
As 16 horas organizou-se grupos de Trabalho para encaminharem propostas referentes aos temas discutidos.
Compareceram ao evento aproximadamente 150 pessoas mulheres.
Às 9 horas, o Seminário teve abertura com a contação performática de história da Princesa Alafiá. Logo após, formou-se uma mesa para discutir os seguintes temas: Cultura, Educação, Trabalho, Saúde, Formação Política e Religiosidade. À mesa representantes de diversos setores: Sinara Rúbia do Grupo Cultural Vozes da África, Adriana Souza professora, Abigail Alves Páscoa de Souza militante militante.
As 16 horas organizou-se grupos de Trabalho para encaminharem propostas referentes aos temas discutidos.
Compareceram ao evento aproximadamente 150 pessoas mulheres.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
STEVE BIKO

Steve Biko
Biko foi assassinado há 30 anos. A 12 de Setembro de 1977, Bantu Steve Biko morreu em conseqüência de bárbaras torturas da polícia sul africana, do regime de apartheid. Biko era um jovem ativista negro - morreu com 30 anos - lutador contra o apartheid, dirigente estudantil e fundador do Movimento Consciência Negra.Biko, que dizia que "a arma mais poderosa nas mãos do opressor é a mente do oprimido", foi um defensor dos negros e da sua independência, face aos liberais brancos, na luta contra o apartheid na África do Sul. Nelson Mandela em 1997, no elogio a Steve Biko, afirmou: "Um dos grandes legados da luta que Biko travou - e pela qual morreu - foi a explosão do orgulho entre as vítimas do apartheid".A morte de Biko foi largamente denunciada no mundo, ampliando e elevando o combate ao regime do apartheid na África do Sul.
Bantu Steve Biko nasceu na cidade de King William em 18 de Dezembro de 1946. Estudou medicina na Universidade de Natal e tornou-se um activista estudantil. Em 1968, com outros companheiros de luta fundou a SASO ( South African Students' Organisation - Organização dos Estudantes Sul Africanos) rompendo com a NUSAS (National Union of South African Students - União Nacional dos Estudantes Sul Africanos), defendendo uma intervenção mais radical e criticando o predomínio e orientação dos liberais brancos na NUSAS. Biko, que foi o primeiro presidente da SASO, pretendia com esta organização desenvolver a participação dos negros, elevar o seu orgulho e actuar independentemente dos brancos. Para a SASO escreveu diversos documentos com o pseudónimo de Frank Talk.
Biko foi um dos fundadores do Movimento Consciência Negra, defendendo que o principal na luta contra o apartheid era a luta dos negros, a sua organização e mobilização, combatendo a dependência dos negros em relação aos liberais brancos.
Em 1972 fundou a Convenção do Povo Negro (Black People's Convention) e foi eleito seu presidente honorário. Também em 72 foi expulso da Universidade e passou a trabalhar em programas para a comunidade negra (Black Community Programs - BCP), participando na construção de clínicas, creches e no apoio aos trabalhadores negros.
Em Março de 1973 foi "banido" e proibido de sair da cidade de King William. "Banido" significava que não podia comunicar com mais de uma pessoa de cada vez, desde que não fosse da sua família, e não podia publicar nada, tal como os seus escritos anteriores não podiam ser divulgados ou citados. Apesar disso, dirigiu uma secção do BCP na sua cidade, mas posteriormente foi também proibido de ter quaisquer ligações com os programas da comunidade negra.
Não obstante a repressão de que era vítima, Biko criou em 1975 um fundo de apoio aos presos políticos e às suas famílias. As organizações que criou e apoiou, nomeadamente as organizações estudantis, tiveram um papel decisivo nos levantamentos do Soweto, em 1976.
Biko foi perseguido e preso por diversas vezes. Em 18 de Agosto de 1977 foi preso juntamente com o seu companheiro Peter Cyril Jones, acusados de desobedecerem às leis do apartheid. Biko foi barbaramente agredido e torturado numa prisão em Port Elizabeth o que lhe provocou uma hemorragia cerebral. A 11 de Setembro foi transportado para a prisão central de Pretória, onde morreu a 12 de Setembro.
O governo do apartheid primeiro afirmou que ele tinha morrido devido a uma greve de fome, posteriormente perante a gravidade visível das lesões na cabeça, afirmaram que se tentou suicidar, batendo com a cabeça. A Comissão de Verdade e Reconciliação criada após o fim do apartheid, não perdoou aos seus assassinos. Mas, em Outubro de 2003, o Ministério Público da África do Sul anunciou que os cinco polícias acusados do crime não seriam processados por falta de provas, alegando que faltavam testemunhas que provassem a acusação e considerando ainda que a possibilidade de acusação pelo crime de lesões corporais já tinha caducado.
A morte de Biko foi largamente noticiada internacionalmente pelo grande prestígio que granjeara, o seu funeral foi acompanhado por milhares de pessoas, estando inclusivamente presentes diversos embaixadores estrangeiros.
O assassinato de Biko tornou-se um símbolo da brutalidade do regime do apartheid. A sua vida, luta e morte tornaram-se amplamente conhecidos pelo trabalho desenvolvido por Donald Woods, um seu amigo jornalista branco, que fotografou o seu cadáver com os ferimentos e um ano depois publicou um livro, "Biko", descrevendo a sua vida e morte.
Em 1980, Peter Gabriel editou um álbum que incluía a canção "Biko", que se tornou um hino mundial contra o apartheid e que foi posteriormente cantada por outros artistas, como por exemplo Joan Baez.
Em 1987, Richard Attenborough realizou o filme Cry Freedom (Grito de Liberdade) sobre a vida de Biko e no qual a música de Peter Gabriel foi incluída na banda sonora,
Atualmente existe na África do Sul a Fundação Steve Biko (sbf.org.za/) que é presidida pelo seu filho Nkosinati Biko.
Retirado do site www.esquerda.net
Em 12 de setembro de 1977, o odioso e fascista regime do Apartheid assassinou um dos maiores lutadores contra a opressão dos negros da África do Sul, o militante Steve Bantu Biko. Preso em 6 de setembro de 1977, Biko foi submetido a brutais torturas pela polícia do Apartheid e acabou falecendo em conseqüências delas.
Para homenagear a sua memória e seu exemplo de luta pelo fim do regime de exploração e opressão instalado na África do Sul, o Grupo Cultural Vozes da África foi criado em 12 de setembro de 2003.
Nesta data, que marca os 31 anos da morte de Biko, queremos destacar a necessidade da luta organizada contra todos as formas de opressão e exploração, em particular a luta contra a opressão sobre os negros brasileiros e reafirmar que seguiremos o exemplo de Biko que deu a sua vida para construir uma sociedade livre de preconceitos, discriminação e sem exploração do homem pelo homem.
Grupo Cultural Vozes da África
terça-feira, 9 de setembro de 2008
OS PANTERAS NEGRAS
Marcadores:
black panthers 1969
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